[ A Sorrowful Dream ] – Toward Nothingness (Full Lenght)

Toward Nothingness

O Estilo gothic/doom sempre foi uma vertente dentro do universo do Metal das mais aceita amplamente por diversas razões e não quão poderiamos deixar de explorar o mundo e seu niilismo gritante que absorve os dias das novas gerações e sempre que analisamos sem muito esforço: todo o glamour dos dias modernos e suas facetas não conseguem esconder o profundo vazio e marasmo que humanidade se arrasta, sem reagir.

A Banda brasileira “A Sorrowful Dream” expressa através de suas lamúrias o gothic metal à altura de muitas bandas estrangeiras que já ganharam o seu espaço em grandes gravadoras, e sem dúvida ultrapassa algumas delas.

Formado por Éder(voz), Josie(voz), Jô(guitarra), Lucas(guitarra/violino), Mari(teclado), Tuko(baixo) e o baterista convidado Mano.

Como a própria banda explica o seu som como “baseados na cena européia dos anos 90s”, o que sinto a influência direta da banda norueguesa Tristania do tempo de Morten Veland lá por Widow’s Weed(98) e Beyond The Veil(99)  mais especificamente este último; e as mudanças rítmicas de outras influências como Theatre of Tragedy(antes da sua fase eletrônica). Diversas comparações ao timbre de Éder foram feitas, mas se as 3 vocais masculinos que ouvimos no CD foram gravadas por ele; tem uma versatilidade honesta, e a que mais encontro semelhança quando vocal clean é a do Fernando Ribeiro(Moonspell) me assusta algumas vezes a semelhança. As vezes o uso pode ficar um pouco abusivo do vocal clean contrapondo as partes que o mesmo tem A PERSONALIDADE da música, e fica perdido em meio a tantos tons. É só mandar o recado com o clean que já tem presença garantida, Éder.

A voz de Josie , na minha opinião,  ficou uma pouco comprometida pela mixagem na gravação, mas sem sombra de dúvida concordo com o pessoal da Rodie Crew, coloca no chinelo muita menininha que está querendo dar uma de vocalista – me arrisco dizer que inclusive pede comparações à Vibeke Stene, tranquilamente. Sua voz cadenciando a de Éder, e por vezes a segunda voz do mesmo(harsh / growl) e as de black style fora as clean fazem a parceria perfeita, até mesmo esse pouco explorado recurso magnífico das vozes em tempos distintos – usualmente o “à capela” se tornam uma marca única; exemplo disso: Timeless.

Por si o somatório desses fatores tornam a banda única, e eles ainda conseguem fugir dos exageros climáticos que alguns bandas do gênero acabam sendo sugadas, o teclado de Mari está sóbrio e martela quando preciso na galgada dando a graça não interrompendo ainda o compasso e sim reforçando, como alguém que toma da mãos o archote do companheiro de corrida e passa para o outro lado e assim a música vai e volta sem solavancos.

E a banda caprichou em todos os detalhes, só senti falta de uma altivez maior do baixo de Tuko, talvez as porcarias dessas minhas caixas sem woofer digno me fez sentir falta. E se nos 28 segundos do Timeless entrasse mais encorpado com o baixo mais alto e quase em groove?

Vamos ver se conseguimos uma oportunidade da banda tocar aqui por terra cearense.

tracklist:

1. Last Whisper from a Winter Gale
2. The River that Carries my Loss
3. Body, Mercy and Madness
4. The Bringer of Light
5. Empire on Fire
6. Timeless
7. Tree of Lies
8. Harpies (for the love of the god)
9. A Sorrowful Dream (bonus track)

http://www.myspace.com/asorrowfuldream
http://www.asorrowfuldream.com/

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~ por Edward "Toy" Facundo em 6 de setembro de 2012.

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