Blinky™ ( 2011 )

“Pronto ou não aqui vou eu…”
Blink

Facilmente classificável dentro do paradigma de “criatura versus criador” ?

Nem é preciso calcular as numerosas obras que abordam o tema, mas é sempre bom citar aquelas que abordam pelo lado que mais complicado a nós viventes de um mundo em crise financeira e fadado a um fardo compartilhado de salvar o planeta do pior das espécies: nós mesmos.

Blinky™é daqueles curtas que a principio é um conglomerado de cenas bem montadas, iluminadas e fotografia profissional, todo o necessário para entrar na lista do “mais um” sobre o poder dos efeitos especiais. Mas se deixarmos passar desapercebidos os aspectos mais interessantes abordados no roteiro corremos o risco de sermos injustos.

Conta em 13(treze) minutos a história de um garoto chamado Alex (Max Records, Where the Wild Things Are (2009)), um garoto padrão da classe média norte-americana que sofre com a degeneração aparente do casamento dos pais. Orientado pelas propagandas articulas a vender um estilo de vida perfeito, Blink é um robô artigo-alguém que fará desde as tarefas domésticas à ser seu amigo perfeito em todas as horas; Alex pede aos pais o que seria o “melhor presente” de natal de todos os tempos.

Alex logo irá descobrir que nem tudo o dinheiro pode consertar e nenhum bate-pé mimado é a varinha mágica para que tudo de ruim se resolva. O que ele deseja nem sempre pode ser o melhor para todos, nem para ele mesmo.

Escrito, dirigido e editado pelo cineasta irlandês Ruairi Robinson que também ficou a cargo da concepção e modelagem 3D e todos os demais efeitos especiais de Blink. Já com reconhecimento pelo seu trabalho em The Silent City(2006) – com a participação de peso do ator Cillian Murphy – também levou o prêmio Vimeo Awards 2012 na categoria Narrative ( Narrativa ) dado a melhor ficção  narrada através de atuações reais através da média de filme/video ( em tradução livre ).

O curta custou cerca de 45(quarenta e cinco) mil euros – o que é um quantia razoável para um curta. Nada que se espante vindo de um direto que fora cotado para dirigir nada mesmo que o filme Akira baseado no homônimo anime( Katsuhiro Otomo ) /manga em produção para a Warner.

Pensando em uma possibilidade de transformá-lo em um longa o material como apresentado não daria muito suporte para tal. A história no tempo disposto está bem contada e não abre margens para nenhuma outra exploração significativa – que não perigasse cair no clichê. Talvez as relações dos pais com o filho, ou o conflito interno do casal. Mas longe disso nada demais daria pano para manga. A atuação de Max também não é fator de destaque no curta, talvez algo que lhes afastasse mais dessa zona de conforto do estereótipo do garoto mimado dessem maior possibilidade de fazê-los nos surpreender, mas não foi o caso.

Já os pontos de virado no roteiro…bem, vale a conferida:

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~ por Edward "Toy" Facundo em 27 de junho de 2012.

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