Como Matar O Dragão e Salvar a Princesa Usando Padrões de Projeto. v.2.0

Na internet já havia sido transmitido e comentado entre alguns este cabeçalho:

“Certa vem um dragão aprisionou uma linda princesa em uma torre em uma
ilha, a única forma de se acessar esta ilha era atravez de uma ponte na qual o dragão ficava dia e noite de vigia, então lá vão nossos “heróis” da informática salvar a princesa, cada uma sua maneira…”

Resolvi fazer a minha:

O Dragão por sua vez havia sido planejado por uma multinacional a muito tempo, durante anos desenvolvido em diversas tecnologias, utilizando sempre o que os análistas da época achavam ser “da hora” para implementar, sendo como consequência um monstro de 30 cabeças, multicolor, e com numeros de bugs equivalentes a seu numero de
dentes…ele era um Dragão era um sistema LEGADO.

As noticias correm rápido, e o pedido de socorro enviado aos quatro cantos do mundo pelo nobre Sr.Iberios Bosch Mascuale (IBM) pedindo por socorro para salvar sua filha, aproveitando o torneiro mortal de onde encontraria o guerreiro certo para a missão uma espécie de MORTAL KOMBAT dos programadores o: GOOGLE SUMMER OF CODE.

O que ele não sabia era que por detrás do sequestro haviam mais antigos desamores do passado das quais não esperava ainda estarem vivos. E o Dragão havia sido projetado através de um “consortium” das trevas! não
havia sido escrito nem um RFC, mau sabia a IETF que a besta estava sugando vida para suas entranhas quando foi executado pela primeira vez.

Ela estava horrendo, não era multiplataforma, os únicos comentários escritos estavam em mandarim e o nome das suas funções com pequenas descrições em latim culto(não o romano) formavam um circulo de encantamento com fundo de moral…enfim era uma besta horrenda, mesmo.. 😛

Programador COBOL
1 – IDENTIFICATION SALVACAO
2 – PROGRAM-ID. SALVAR PRINCESA.
3 – AUTHOR. TOY.

Das profundezas do vilarejo SleepHollow(também conhecida como OldSilicon), de onde ainda sonha com os seus tempos de glória, esse guerreiro esquecido pelo mundo tentava erguer a cabeça para enfrentar o dia-a-dia, como um ronin aceitava pequenos trabalhos infâmes como sisteminha de locadora e padarias; mas o tempo se tornou cruel e até isso estava sendo usurpado pelos larápios menos honrados, vis e sem nenhuma preparação os Delphinianos.

E ele juntou suas anotações(em papel perfurado de matricial), seu fita K7 do Queen(o Queen II, estava disposto a matar quem lhes perguntasse sobre GreatestHits) gravado a partir do seu disco de vinil “original” com uma etiquete escrita: Backup da Boa Musica, o cartão do seu geriatra e seguiu em um poltro chamado “Cavalgada Section”.

Antes passou na taverna do Floppy a única com 3/4 da cidade, pediu uma Chave de Ouro e teve uma longa conversa com o dono, a única pessoa com que se sentia intimo para confessar seus bugs, Sir Cobol, conhecia-o muito bem, sabia tudo que se passava em sua Cabeça, de onde ia e onde chegava. A conversa seguia sem encriptação quando em um desabafo rancoroso disse: – Partirei para o Google Summer of Code, não sei se
voltarei vivo. Floppy gravava tudo com muita calma…mas desejava que ele fosse dormir, afinal sua capacidade era limitada.

No dia seguinte, Sir. Cobol, madrugou, tomou um demorado banho e sentado com seus cabelos grisalhos ainda molhados, pingando no chão, vislumbrou sob a cadeira sua brilhante armadura, um bege um tanto mais amarelada do que o comum. Aproveitou para tirar a poeira do cooler, terminando se preparou para aquela que poderia ser sua ultima batalha. Checou sua espada carinhosamente intitulada DOS que havia perdido o fio, se tornando quase que inútil, porém fez questão de chegar as váriaveis de sistema e deixar seu command.com preparado para tudo…e o fez durante o crepúsculo matutino; sua face com uma enorme cicatriz(vide Sir. Cobol e Matricial Assassina ) não permitia lágrimas e este antigo guerreiro seguro por ultima vez seus sentimentos.

Quando desceu para tomar o café da manhã na taverna observou que sorrateiramente um sujeito trajando um manto cinza tentou apunhalar Sr. Floppy, mas ao escutar o ranger da escada esgueirou-se para fora da tarverna em um demorado ato de carregamento, Sir. Cobol ainda tentando compreender o código e entender tanto futilidade gráfica nele não conseguiu reagir a tempo e deixou-lhe escapar aquele covarde.
Passado o susto sentou-se e tomou seu desjejum por conta da casa…ele sentia-se feliz por ainda existerem fragmentos de honra nessa nova Era do TI.

O sol já vistoso ao alto, imperoso, reinava acima de sua cabeça quando ele saiu da taverna carregando o seu poltro e disparou para a cidade a cidade de LostChip(A ultima cidade 3.11), iria cobrar alguns tostões que lhes deviam e ocasionalmente fazer algum upgrade com o feedback de algum cliente. Quando lá chegando, no alto da colina que separa LostChip do restante do mundo; tomou-se por uma desagradável surpresa com um misto de ódío profundo que drenou suas veias entúpidas por poeira: aquele covarde de manto cinza apertava as mãos com seu cliente de longa data, o Sr.Pedro da Padaria PãoNosso. Tentou não dar DISPLAY para não ser notado, desceu o vale e em um arbusto perto da padaria observou o sujeito que ainda matinha o capuz sobre a cabeça mas que deixou a
insígnia do império a qual servia à amostra..Borland! – Eu sábia! – disse ele em pensamentos, só poderia ter a mão deles nestas imundices estratégicas. Ele esperou pacificamente a ida do larápio.

Quando avistou Sr. Pedro sozinho, saiu com cautela dos arbusto cheios de espinhos, que não doiam tantao quanto aquela cena, e foi na direção do dono da padaria como se nada tivesse acontecido:

– Salve, Sr. Pedro!
– Sir. Cobol! Oxalá que destes a graça de tua presença aqui! Tempo que
não o vejo!
– Nenhuma palavra mais seria mais justo, Sr. Pedro. Mas aqui estou
logrado de saúde que me resta, a visitar meus antigos amigos!
– E salve o Santo Bit, que não vejo senhor de mais mente sã! e já tanto me falhe a memória pela idade! Vinde amigo! vinde! sentemos a mesa para um bom café.
– Ai de min, destino torpe! já nem posso sentar-me a mesa com saudoso amigo, mas tenho pressa de ir a meu caminho..

Sr. Pedro, tomou a face a uma desconfiança…e Sir. Cobol notou isso.

– Então cá, em vias de verdade, Sir. Cobol; o que queres tu de min?!
– Não sê tão incompreensível, Sr. Pedro. Vim pedir-te parte do que me deves pelo uso do meu sisteminha, o preço de minha licensa. Pois bem sabes que deixe o tempo por si e só agora venho pedir-te o que tenho
direito para concluir minha viagem.

Sr. Pedro, respirou fundo.

– Então não tenho mais tempo para delicadezas em transmitir-lhe isso meu antigo amigo: fizemos upgrade no SO, e já não usamos mais o DOS, nem mesmo nosso mais orgulhoso filho: o Windows 3.11, agora usamos o Win95. A Era 32bits desponta com novos ares em nossa terra…por sobrevivência meu amigo.

– Traidor! como pôdes?!
– Mas cá..não delonguemos mais sobre isso, o gerente de TI recém contratado nos disse que era o melhor para nós…foi o que ele leu em uma revista…e como ele é pago para isso nós não discutimos! Tome o que
é seu..

Sr. Pedro, sacou do bolso Cr$ 1000,00!

– Cruzeiros?! o que farei com isso?! ele dinheiro é velho, não é mais nossa moeda! – Falou indignado, Sir. Cobol.
– Tão útil quanto tua tecnologia…tu estás ULTRAPASSADO, meu amigo. Teu destino está selado. – Disse Sr. Pedro e deu-lhe as costas para nunca mais falar-lhes outras palavras amigas.

Sir. Cobol sabia que gratidão e fidelidade não era um dos grandes fortes da TI, mas não esperava por tamanha insesibilidade. Nem mesmo Sir. Clipper havia feito algo assim, havia um respeito entre eles, uma ética!

– Como ele deve estar?! – pensou Sir. Cobol, com um desponte de respeito ao seu antigo concorrente, mais novo que Sir. Cobol, Sir. Clipper ainda respondia pela antiga cartilha da honra.

Fez uma breve oração para boa sorte na memória desse honrado concorrente e antes de partir ainda vociferou:

– PEDRO, SEU IMUNDO! DIZEI AGORA O NOME DO BASTARDO QUE HEI DE MATAR?! QUEM SUBSTITUI-ME EM SEU SISTEMA!? QUEM!?
– LORD. DELPHI – gritou de dentro do estabelecimento o novo gerente de TI, sentindo que estava fazendo o que era certo e ainda completou – VOCÊ ESTÁ CONDENADO COBOL! ELE CAVARÁ SUA COVA!

“É, tudo bem…” – Pensou consigo Sr. Cobol, quando partiu seguindo o rastro de seu inimigo… – Ótimo ! – disse Sr. Cobol, ele estava seguindo pelo caminho que levaria a Google Summer of Code.

TO BE CONTINUED…

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~ por Edward "Toy" Facundo em 1 de março de 2010.

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